No dia 8 de outubro de 2023, uma decisão liminar do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), resultou no afastamento do diretor-geral Andrei Rodrigues e do diretor de Inteligência Policial, Leandro Almada. O Sindicato Nacional dos Servidores do Plano Especial de Cargos da Polícia Federal (SinpecPF) prontamente anunciou seu apoio a ambos.
A entidade expressou seu desacordo com o que considera a utilização política do Judiciário para desestabilizar a alta liderança da corporação. O sindicato enfatiza que é inadmissível que divergências políticas impactem a autonomia e a operação de uma instituição pública, especialmente em um período que antecede as eleições presidenciais.
Em sua nota, o SinpecPF ressaltou que a Polícia Federal é composta por cerca de 2 mil servidores administrativos dedicados a manter a operação da corporação em todo o Brasil. O sindicato também alertou que o afastamento dos líderes pode trazer sérias consequências para a continuidade dos serviços prestados.
Reação dos delegados à decisão
A decisão de Mendonça, que foi apoiada pela maioria dos ministros da Segunda Turma do STF, teve seu julgamento interrompido um pedido de vista do ministro Gilmar Mendes e foi solicitada pelo Partido Novo. Em resposta ao afastamento, a Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF), representando cerca de 2,3 mil delegados, manifestou forte oposição, afirmando que tal medida deveria ser decidida pelo plenário do STF e não por um único ministro, mesmo que a decisão fosse passível de revisão.
Analisando os desdobramentos, a ADPF caracterizou a situação como uma “crise institucional grave” e destacou que, em um curto espaço de tempo, a Polícia Federal e seus líderes se tornaram alvo de ações que, segundo a associação, comprometem a estabilidade interna da corporação.
