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Comece o dia bem informado! 13 de agosto de 2026

Tiroteios no Rio envolvem facções criminosas em julho

Em julho de 2026, a violência na região metropolitana do Rio de Janeiro alcançou níveis alarmantes, com 34 tiroteios relacionados a conflitos entre milícias e facções criminosas. Isso equivale a uma média de um tiroteio por dia e resultou em 29 feridos, conforme dados do Instituto Fogo Cruzado.

Esse índice é o mais elevado do ano e evidencia um crescimento significativo em comparação ao mês anterior, junho, que registrou apenas 16 tiroteios. Bairros como Cordovil, Brás de Pina e Vigário Geral viveram um verdadeiro clima de guerra, com 12 dias seguidos de confrontos entre gangs armadas.

A situação é preocupante, segundo Carlos Nhanga, coordenador regional do Instituto Fogo Cruzado. Ele alerta que as disputas entre os grupos criminosos não apenas colocam a vida dos moradores em risco, com balas perdidas sendo uma ameaça constante, mas também afetam serviços essenciais, como saúde, educação e transporte.

“O combate ao avanço dos grupos armados deve ser feito com investigação e inteligência, sem colocar vidas em risco, essa deve ser a prioridade do Estado”, enfatiza Nhanga.

Além disso, as operações policiais contribuíram para a escalada da violência, com 92 dos 196 tiroteios ocorrendo em consequência de ações da polícia, representando 47% do total. Estas operações resultaram em 85 feridos, incluindo 32 mortes. No mesmo mês de julho, mas em 2025, 61 pessoas foram baleadas, com 27 mortes e 34 feridos, mostrando um aumento de 39% em relação ao ano anterior nas ocorrências de feridos em operações policiais.

Um caso trágico ocorreu no dia 28 de julho, quando uma perseguição policial na Avenida Brasil resultou em uma chacina, vitimando cinco pessoas, inclusive o policial militar Fernando Plácido Roberto Rocha, de 38 anos. Os criminosos que atacaram também foram mortos em um tiroteio.

De acordo com o relatório do Instituto Fogo Cruzado, em média, duas pessoas diárias são feridas durante as operações policiais. No total, 143 vítimas de disparos foram reportadas em julho, com 67 mortos e 76 feridos. Mesmo com essas operações, o número de vítimas de assaltos permanece alto; 20 pessoas foram baleadas durante tentativas de roubo, índice que se iguala ao do ano anterior.

“A repetição desses eventos alerta para a crescente violência nas abordagens e reitera a necessidade de políticas integradas para prevenir e combater a criminalidade”, finaliza Nhanga.

Adicionalmente, sete agentes de segurança foram baleados, resultando na morte de três deles, ressaltando o risco que estes profissionais encaram em suas atividades diárias, já que cinco deles estavam em serviço no momento da ocorrência.

Com informações da Agência Brasil (EBC), sob licença CC BY 3.0 BR. Texto editado.