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Transexuais e travestis realizam ato pela democracia no RJ

A cidade do Rio de Janeiro foi o palco da quinta edição da Marcha Trans & Travesti no último sábado (19), um evento que visa fortalecer a defesa dos direitos da população trans e promover a democracia. O centro da cidade recebeu a caminhada, que contou com a oferta de vários serviços à comunidade, incluindo vacinação e retificação do nome civil.

O organizador Gab Van destacou a relevância do tema central da marcha: a defesa da democracia. Ele enfatizou que a verdadeira democracia deve incluir todos os corpos e identidades. “Falar de democracia significa discutir questões de corpo, território, classe, raça e gênero. É crucial que as pessoas tenham o direito de existir integralmente, transitando, trabalhando e estudando sem temor”, declarou.

“Não vamos aceitar uma democracia que nos exclua”, acrescentou Van.

A história da Marcha Trans & Travesti remete a 1993, quando um grupo de travestis marchou da Candelária até a Cinelândia em busca de seus direitos. Van enfatizou a importância desse evento no cenário atual, especificamente em tempos eleitorais, quando as pautas relacionadas à população trans frequentemente aparecem em discursos que promovem o “pânico moral” entre alguns candidatos.

O evento não se limitou a mobilizações políticas; também apresentou performances artísticas e ofereceu serviços como vacinação contra a gripe e testes para HIV, em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde e o Núcleo de Diversidade Sexual da Defensoria Pública do Rio de Janeiro (Nudiversis).

Entre os participantes, Edna Oliveira aproveitou a oportunidade para retificar o nome civil de sua filha, Helena, uma mulher trans de 22 anos. Ela expressou seu apoio à transição da filha e a importância de atualizar a documentação para que Helena possa prosseguir com sua vida acadêmica e profissional utilizando seu nome verdadeiro.

“A Helena iniciou sua transição há cerca de dois anos. A decisão de retificar o nome foi algo construído ao longo do tempo, e eu, como mãe, estou aqui para apoiá-la. É fundamental que ela possua essa nova identificação para pegar seu diploma”, declarou Edna.