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noticiasmanha 30 de agosto de 2026

Vacina contra o sarampo é reforçada pelo Ministério da Saúde

Nos últimos meses, o número de casos de sarampo em São Paulo cresceu, levando o Ministério da Saúde a destacar a necessidade de manter a caderneta de vacinação em dia. A Campanha Nacional de Multivacinação, que está em andamento e se encerrará na próxima terça-feira (1º), tem o objetivo de verificar e atualizar a situação vacinal de crianças e adolescentes de até 15 anos, abrangendo a imunização com a vacina tríplice viral, que protege contra o sarampo.

Até agora, 27 casos de sarampo foram registrados no Brasil em 2026. Dentre esses, 24 estão relacionados a uma cadeia de transmissão ativa que se iniciou em junho no estado de São Paulo, sendo 21 na capital, dois em São Bernardo do Campo e um em Guarulhos. Os três casos restantes ocorreram em São Paulo e um no Rio de Janeiro, todos classificados como isolados e encerrados após 12 semanas sem novos registros.

No ano anterior, o Brasil vivenciou 38 casos de sarampo, todos associados à importação e tratados com eficiência por meio de ações de vigilância e vacinação. O ministério assegurou que o país permanece livre da circulação endêmica do sarampo, apesar do aumento de casos em várias partes das Américas.

Importância da vacinação

O sarampo é uma doença extremamente contagiosa e pode ser prevenida através da vacina tríplice viral, que também cobre caxumba e rubéola. Para crianças, o calendário vacinal padrão consiste em duas doses: a primeira aos 12 meses e a segunda aos 15 meses. Para os jovens de até 29 anos que não foram vacinados ou não podem apresentar comprovante de vacinação, são requeridas duas doses com um intervalo mínimo de 30 dias.

Indivíduos entre 30 e 59 anos devem receber pelo menos uma dose da vacina contra o sarampo. Quando há circulação do vírus, as campanhas de vacinação podem ser expandidas conforme a análise epidemiológica local. Em resposta ao surto em São Paulo, o ministério intensificou as ações de vacinação nos municípios de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo. Além disso, crianças de 6 a 11 meses devem receber a chamada “dose zero”, uma medida adicional para proteção em áreas de alto risco.

“A dose zero serve como uma medida extra de segurança para crianças abaixo de um ano e não substitui as vacinas programadas para os 12 e 15 meses”, destacou o ministério.

Com informações da Agência Brasil (EBC), sob licença CC BY 3.0 BR. Texto editado.