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noticiasmanha 29 de agosto de 2026

MP do Rio denuncia 20 por milícia e facção criminosa

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), denunciou na última quinta-feira (27) 20 pessoas ligadas à milícia de Curicica e ao Terceiro Comando Puro (TCP). Dentre os denunciados, estão os policiais militares Jorge Anastácio Rodrigues Simões, que atua no 4º Batalhão, e Leo Carlos Araújo Santos, do 2º BPM. Eles são acusados de fornecer armamentos e munições para as organizações criminosas citadas.

A 3ª Vara Especializada em Organização Criminosa decidiu pela prisão preventiva dos envolvidos, ressaltando a gravidade dos crimes, o risco de novos delitos e a importância de manter a ordem pública. Os crimes imputados incluem a formação de milícia privada, associação ao tráfico de drogas com uso de armamento e comércio ilegal de armas e munições.

De acordo com o MP, a milícia de Curicica apresenta uma hierarquia clara. André Costa Bastos, conhecido como “Boto” ou “Redbull”, mesmo preso, continua a dirigir as estratégias do grupo. Por sua vez, Osmar Silva de Souza, apelidado de “Messi” ou “Novinho”, está à frente das operações. As finanças da milícia são sustentadas por extorsões de comerciantes e moradores, além de roubos de veículos e cargas nas áreas de Jacarepaguá e arredores.

Colaboração entre facções

As investigações revelam uma colaboração entre a milícia de Curicica e membros do TCP, que atuam nos complexos da Maré e da Pedreira. Esse acordo, baseado em uma aliança de não agressão e cooperação, tem como objetivo fortalecer o combate contra grupos rivais, como o Comando Vermelho, e facilitar a movimentação de armas e drogas. Nesse contexto, Yuri Guimarães Soares, conhecido como “Lirow”, é identificado como um elo entre a milícia e a facção criminosa.

A denúncia também aponta para a troca clandestina de armamentos de alta capacidade ofensiva, como fuzis, pistolas e munições.

Ação da Polícia Militar

Nesta quinta-feira (27), a Polícia Militar do Rio divulgou que sua Corregedoria Geral apoiou uma operação do Gaeco destinada a cumprir os mandados de prisão dos dois policiais mencionados. Os policiais serão encaminhados para a Unidade Prisional da PM, em Niterói, onde aguardam determinação da Justiça. Além disso, a corporação anunciou que iniciará Procedimentos Administrativos Disciplinares (PADs) para analisar a permanência dos denunciados na instituição.

Com informações da Agência Brasil (EBC), sob licença CC BY 3.0 BR. Texto editado.