Com a intenção de tratar e, eventualmente, encontrar uma cura para a hepatite B, um novo consórcio internacional foi criado, envolvendo instituições do Brasil, Índia, Senegal e Uganda. O projeto inovador é coordenado pela Faculdade de Medicina da Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos, e conta com a colaboração notável de duas universidades brasileiras.
Colaboração entre instituições
A Universidade de São Paulo (USP) e o Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes da Universidade Federal do Espírito Santo (Hucam-Ufes) são as representantes brasileiras no estudo. Este projeto global realizará uma análise em 600 pacientes infectados, com ênfase nas diferentes evoluções da enfermidade e nas respostas imunológicas dos diversos grupos.
Metodologia e evolução do estudo
A pesquisa teve seu início em 2026 e está prevista para durar cinco anos, combinando pesquisa básica e prática clínica. A professora Tânia Reuter do Hucam-Ufes, ressaltou que, inicialmente, um grupo de 150 pacientes brasileiros será observado. A meta é recrutar 75 participantes até o final do ano, com 40 voluntários já cadastrados até o momento.
Objetivos do consórcio
A iniciativa busca entender o comportamento do vírus em diferentes indivíduos, identificando possíveis características genéticas que possam conferir resistência à progressão da hepatite B. O estudo também explorará quais subpartículas do vírus podem indicar a possibilidade de cura ou novos tratamentos.
Impacto da hepatite B e hesitação na cura
A gravidade da hepatite B é evidente, sendo um fator de risco relevante para o câncer hepático, conforme destacou Tânia Reuter. Existem cerca de 240 milhões de pessoas com infecção crônica em todo o mundo, e a Organização Mundial da Saúde (OMS) estabeleceu um plano para eliminar hepatites virais como um problema de saúde pública até 2030.
Dados sobre a hepatite B no Brasil
Entre 2000 e 2022, o Ministério da Saúde do Brasil registrou 276,6 mil casos de hepatite B. A transmissão da infecção ocorre por meio de relações sexuais desprotegidas, contato com sangue contaminado e, também, pela transmissão vertical durante a gestação.
Prevenção e vacinação
A vacinação é o principal método de prevenir a hepatite B, disponível no Sistema Único de Saúde (SUS) para todas as idades. Crianças devem receber quatro doses, enquanto os adultos precisam completar o esquema com três doses. Além da vacinação, o uso de preservativos e a não compartilhamento de objetos cortantes são recomendações adicionais.
Com informações da Agência Brasil (EBC), sob licença CC BY 3.0 BR. Texto editado.
