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Comece o dia bem informado! 12 de agosto de 2026

MJ detalha operação contra ataques em Brasília

Na terça-feira (4), uma ação conjunta do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) e da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) culminou na desarticulação de um grupo suspeito de planear ataques violentos em Brasília. A operação, chamada Rede Interrompida, teve como base um relatório do Laboratório de Operações Cibernéticas da Senasp, que monitorou conversas no Telegram desde junho deste ano.

Planejamento de atos violentos

Os integrantes do grupo articulavam a invasão de prédios públicos durante o período eleitoral de outubro, almejando alvos como a Esplanada dos Ministérios e o Supremo Tribunal Federal. Nas mensagens interceptadas, houve discussões sobre um possível atentado a bomba durante debates. Embora não houvesse mencões diretas a figuras públicas, ficou evidente um sério planejamento de atos violentos.

Colaboração entre forças policiais

Os esforços da operação foram realizados em colaboração com forças policiais de cinco estados: Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Pernambuco e Rio Grande do Sul. O delegado-geral da PCDF, José Werick de Carvalho, sublinhou a importância dessa união, que resultou na execução de oito mandados de busca e apreensão. Durante a investigação, foram encontrados materiais alarmantes, incluindo manuais de fabricação de explosivos e mapas da área central de Brasília, que delineavam locais prioritários de ataque.

Identidade dos investigados

Os suspeitos, que variam entre 19 e 31 anos e não possuem antecedentes criminais, atuam em diversos setores ou estão desempregados. De acordo com o delegado Maurílio Coelho, eles não se conhecem pessoalmente e se conectam exclusivamente pela internet. A operação priorizou a coleta de informações e evidências, sem solicitar mandados de prisão inicialmente.

Desafios do discurso de ódio

As trocas de mensagens nos grupos abertos não só facilitaram a contratação de novos membros, mas também a propagação de discursos de ódio, incluindo ideologias neonazistas e antissemitas. A secretária Nacional de Acesso à Justiça do MJSP, Sheila de Carvalho, ressaltou a necessidade de combater essas tendências nas redes sociais e ressaltou a cooperação entre os três Poderes em ações contra o feminicídio, citando a mobilização do Pacto Brasil.

De acordo com Sheila de Carvalho, o trabalho integrado das forças de segurança evidencia a importância da atuação do Sistema Integrado Mulher Segura e de outras iniciativas voltadas à proteção das mulheres no Brasil.

Com informações da Agência Brasil (EBC), sob licença CC BY 3.0 BR. Texto editado.