Uma importante conquista na luta contra o crime organizado foi alcançada pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ). Na última terça-feira (11), a 3ª Vara Especializada em Organização Criminosa da Capital aceitou a denúncia contra 26 indivíduos, relacionados a uma rede de extorsões e diversos outros crimes. Os acusados são supostos membros de uma estrutura hierárquica da facção Terceiro Comando Puro (TCP).
As investigações revelaram um esquema em que o grupo utilizava anúncios falsos de venda de veículos e locação de imóveis para atrair suas vítimas. Eles criavam anúncios enganosos no Facebook Marketplace e no site OLX. Ao chegarem a Belford Roxo, na Baixada Fluminense, em busca de boas oportunidades de compra, as pessoas acabavam sendo abordadas por criminosos armados.
No local designado, as vítimas eram mantidas sob coação, tendo seus pertences, incluindo cartões de crédito, tomado pelos criminosos. Sob pressão, eram forçadas a realizar transferências bancárias em favor dos membros da quadrilha. O grupo também se envolvia em fraudes relacionadas a imóveis, onde, após efetuarem transferências de valores, as vítimas desapareciam sem qualquer retorno.
As investigações apontaram que os denunciados desempenhavam papéis cruciais na lavagem de dinheiro proveniente de atividades ilícitas, empregando métodos como transferências em cadeia e fragmentação de valores para dificultar o rastreamento dos recursos. Os crimes ocorreram entre 2022 e 2024, afetando não apenas a Baixada Fluminense, mas também a cidade de Cubatão, em São Paulo.
O juiz Alexandre Abrahão, ao decidir sobre o caso, determinou a prisão preventiva de dois réus: Íris Maurício da Silva Almeida e Vilmara de Morais, identificados como líderes centrais da organização criminosa que se dedicava à lavagem do dinheiro. Para os demais acusados, foram impostas medidas cautelares, incluindo a obrigação de comparecer ao juízo a cada dois meses e a proibição de entrar em contato com testemunhas, outros réus ou suas famílias por qualquer meio de comunicação.
Com informações da Agência Brasil (EBC), sob licença CC BY 3.0 BR. Texto editado.
