Pular para o conteúdo
Comece o dia bem informado! 15 de agosto de 2026

Jovens reconhecem necessidade de melhorias na internet

Um estudo recente com mais de 500 jovens entre 13 e 18 anos revela uma visão mista acerca da internet. Embora cerca de metade dos participantes reconheça que passam considerável tempo online, uma expressiva maioria de 63% relatou sentir felicidade ao se conectar.

Os resultados foram divulgados no dia 12 de agosto, quando é comemorado o Dia Nacional da Juventude, e fazem parte da pesquisa “Adolescência Sem Filtro”, realizada pelo Instituto Alana em colaboração com a Agência Koga. O estudo mostrou que 71% dos jovens consideram que a internet deve permanecer, embora com transformações significativas. Apenas 9% acreditam que seria melhor se a internet deixasse de existir.

Segundo Gabriela Barbosa, especialista do Instituto Alana, as respostas indicam que os jovens estão cientes dos aspectos negativos da internet e possuem um senso crítico aguçado sobre a necessidade de melhorias nesse espaço virtual.

Apesar de 71% dos entrevistados utilizarem a internet para entretenimento e 63% se sentirem felizes nesse ambiente, muitos também reconhecem os perigos do uso excessivo. Quase metade dos jovens (49%) acredita que as plataformas deveriam aprimorar a qualidade da internet, enquanto 43% desejam ter mais controle sobre elas.

Além disso, a pesquisa revela que 44% dos jovens tentam bloquear conteúdos prejudiciais e 32% fazem pausas ao longo do dia. Contudo, mais da metade admite que passa mais tempo online do que gostaria, com 41% confessando sentir dependência do celular e 39% reconhecendo que a internet compromete seus estudos.

Uso das redes sociais

As redes sociais surgem como a principal atividade online dos jovens, com 46% acessando essas plataformas diariamente. Além disso, 37% usam a internet para interagir com amigos e familiares, 30% para jogos, 23% para estudos e 21% para assistir vídeos.

Os meninos destacam-se por jogarem mais online (66%) em comparação às meninas (44%). Por outro lado, estas últimas tendem a utilizar a internet para comunicações (64% das meninas contra 50% dos meninos) e para estudar (60% frente a 46% dos meninos).

Entrevistadores adolescentes

No estudo, oito adolescentes de 13 a 18 anos foram responsáveis por conduzir as entrevistas qualitativas, evitando assim uma perspectiva adultocêntrica sobre a relação dos jovens com a internet. Gabriela destaca que essa abordagem fez com que os entrevistados se sentissem mais confortáveis para expressar suas opiniões.

Os dados também mostram que apenas 19% dos jovens acreditam que têm o poder de promover mudanças na internet, mas essa porcentagem demonstra uma disposição para o diálogo e para criar um espaço onde suas vozes sejam ouvidas. “Se dermos espaço para eles, conseguimos extrair informações valiosas”, ressalta Gabriela.

Da mesma forma, os jovens mostram abertura para buscar apoio no gerenciamento da dependência da internet, com 69% dispostos a receber ajuda.

Prêmio Criativos 2026

Com o objetivo de encorajar a participação ativa dos jovens, o Instituto Alana anunciou a nona edição do Prêmio Criativos, que em 2026 terá como tema “A internet é nossa”. O prêmio convida crianças e adolescentes de todo o Brasil a desenvolverem iniciativas que promovam a segurança e inclusão no ambiente digital.

As inscrições estarão abertas até 2 de setembro, e os vencedores serão revelados em dezembro. Nesta edição, uma nova categoria foi adicionada: a audiovisual, que permite a inscrição de vídeos e podcasts, além da categoria geral, que abrange diversas formas criativas. O total de prêmios chega a R$ 12 mil, a ser distribuído entre os projetos selecionados.

Os temas dos projetos poderão englobar assuntos como tempo de tela, cyberbullying, saúde mental e o papel da inteligência artificial, entre outros. Essas iniciativas buscam amplificar a voz dos jovens e fomentar um ambiente digital mais saudável e envolvente.

Com informações da Agência Brasil (EBC), sob licença CC BY 3.0 BR. Texto editado.