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Comece o dia bem informado! 18 de agosto de 2026

Medicamento do SUS reduz casos de malária no Brasil

No Brasil, o número de mortes decorrentes de malária sofreu uma queda de 30% em 2025, reduzindo-se de 56 óbitos em 2024 para 39. Os registros da forma mais grave da doença também apresentaram uma declinação de 30,7%, totalizando 118.037 ocorrências no país. Essa diminuição representa uma queda de 15% em relação a 2024 e marca o menor índice desde 1978.

Durante o 61º Congresso da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical (MedTrop), realizado em Brasília, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, revelou esses dados na segunda-feira (17). Ele enfatizou o papel crucial do novo medicamento, a tafenoquina, no combate à malária, afirmando que “chegamos à menor taxa de casos de malária dos últimos 47 anos na nossa história”.

Progresso Através da Tafenoquina

A introdução da tafenoquina no Sistema Único de Saúde (SUS) em 2024 revelou-se fundamental para esses resultados. Administrada em dose única, a medicação visa prevenir novas infecções e, junto com a ampliação do diagnóstico e do tratamento, contribuíram para a melhoria dos índices. Desde a sua implantação até junho de 2026, mais de 33,7 mil pessoas foram tratadas com a tafenoquina, incluindo 3.920 provenientes dos Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs).

“Em 2025, registramos uma redução superior a 40% em áreas indígenas, assentamentos rurais e na região amazônica, que tem alta incidência de malária. O Brasil se consagra como o primeiro país do mundo a incorporar a tafenoquina na luta contra a malária”, ressaltou o ministro.

Ações em Territórios Indígenas

No DSEI Yanomami, o tratamento com tafenoquina beneficiou 1.515 pessoas. Entre março e junho de 2026, as recaídas de malária na região diminuíram em 61,9% em comparação ao mesmo período de 2025. Ao analisar o intervalo de janeiro a julho, os casos de malária foram reduzidos de 17 mil para 7,6 mil, uma diminuição de 55% em relação ao ano anterior.

“Conseguimos interromper o verdadeiro genocídio que ocorria no território Yanomami, com uma diminuição de mais de 50% nos casos de malária e mais de 70% nas mortes. Isso foi resultado de ações integradas contra a malária e melhorias na recuperação nutricional da população”, destacou Padilha.

A tafenoquina também começou a ser disponibilizada para crianças a partir de 2 anos e que pesem pelo menos 10 quilos em março de 2026, ampliando o acesso ao tratamento. Até junho de 2026, 1.446 crianças e adolescentes foram beneficiados com a medicação no Brasil.

Reforço na Vacinação Contra o Sarampo

Além dos avanços no combate à malária, o ministro Padilha anunciou um fortalecimento da vacinação contra o sarampo em todo o país, em resposta à identificação de 38 casos importados nos estados de São Paulo, Espírito Santo, Rio de Janeiro e Tocantins. “Estamos intensificando a vacinação contra o sarampo em todo o Brasil”, reiterou o ministro, enfatizando a importância da imunização.

“Em 2024, o Brasil recuperou o certificado de país livre de sarampo. Apesar dos casos importados em 2025, conseguimos manter essa condição, graças às nossas ações de vacinação”, finalizou.

O histórico do sarampo no país mostra o impacto das medidas de controle; em 2019, o Brasil perdeu o certificado devido ao aumento de casos, o que levou a um intenso esforço de vacinação em cidades como Guarulhos e São Bernardo.

Com informações da Agência Brasil (EBC), sob licença CC BY 3.0 BR. Texto editado.