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Comece o dia bem informado! 19 de agosto de 2026

Anac suspende voos panorâmicos de quatro empresas no Rio

Após uma fiscalização rigorosa, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) decidiu suspender quatro empresas de voos panorâmicos. O anúncio foi feito em uma coletiva de imprensa nesta terça-feira (18), realizada na sede do Centro de Operações e Resiliência da prefeitura do Rio de Janeiro.

Na semana passada, motivada pela ocorrência de uma série de acidentes com helicópteros na cidade, a Anac intensificou suas inspeções. Entre os 12 operadores autorizados que utilizam 46 aeronaves, até a segunda-feira (17), nove empresas foram fiscalizadas, resultando na suspensão de quatro delas.

O diretor-presidente da Anac, Tiago Chagas Faierstein, afirmou que “50% das atividades de voos panorâmicos estão com irregularidade”, o que representa um índice preocupante. Das 18 aeronaves inspecionadas, nove foram suspensas devido a não conformidades, e as auditorias realizadas abordaram tanto o cumprimento de normas operacionais quanto vistorias técnicas detalhadas.

Aumento da Fiscalização Após Acidentes

Essa intensificação da fiscalização ocorreu em resposta a diversos acidentes aéreos que chamaram a atenção das autoridades, sendo requisitada pela administração municipal. Desde janeiro, o Rio de Janeiro contabilizou 13 perdas humanas em acidentes com helicópteros, o que gerou uma reação imediata das autoridades responsáveis. Faierstein enfatizou a necessidade de fiscalização constante e uma colaboração estreita com a prefeitura para estruturar adequadamente o uso dos voos panorâmicos e garantir a segurança dos usuários.

As duas instituições estão em vias de implementar um sistema que reunirá informações sobre as operações aéreas, ampliando assim o controle. O prefeito Eduardo Cavaliere também destaca o aumento da demanda por voos panorâmicos, vinculado ao crescimento do turismo na cidade.

Ações Futuras e Revisão Regulatória

Em uma nova medida, Faierstein revelou que a Anac iniciará uma revisão do Regulamento Brasileiro da Aviação Civil 136 (RBAC 136), com foco nas operações de voos panorâmicos. O intuito é elevar os padrões de segurança operacional e garantir que as empresas adotem as melhores práticas em relação à formação de tripulações e manutenção das aeronaves.

Recentemente, a prefeitura também suspendeu o uso do heliponto da Lagoa por empresas de voos panorâmicos que não estavam respeitando as normas estabelecidas. Essa ação ocorreu após um trágico acidente em agosto, que resultou na morte de três turistas e do piloto, além de um outro acidente em junho que vitimou seis pessoas.

A fiscalização será uma atividade contínua. A Anac se comprometeu a monitorar também as empresas responsáveis pela manutenção das aeronaves, ressaltando que a segurança dos voos panorâmicos envolve todo o ecossistema. Faierstein pediu o apoio da sociedade na identificação de irregularidades, e todos podem utilizar a plataforma “Voe Seguro” para verificar a legalidade das aeronaves.

Com informações da Agência Brasil (EBC), sob licença CC BY 3.0 BR. Texto editado.