A partir deste domingo (16), os candidatos à presidência da República iniciaram oficialmente suas campanhas eleitorais, principalmente em áreas significativas para suas bases eleitorais. A expectativa começou a dominar diversas regiões do Brasil, onde as estratégias para conquistar votantes estão sendo elaboradas antes do primeiro turno, agendado para 4 de outubro.
Mobilizações da corrida eleitoral
Com a liberação da Justiça Eleitoral em 16 de agosto, as campanhas ganharam impulso, conforme as diretrizes do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Os comícios, autorizados até a véspera da votação, terão lugar diariamente entre 8h e meia-noite, com término em 1° de outubro.
Comício de Lula em São Bernardo do Campo
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que busca a reeleição pelo PT, deu início à sua campanha com um comício no Estádio da Vila Euclides, em São Bernardo do Campo, que representa um marco em sua trajetória política. Nessa ocasião, Lula reafirmou seu compromisso com questões sociais e declarou que não permitirá o retorno de uma direita relacionada a violações de direitos e tragédias sociais.
“A partir de hoje, só vamos dormir direito em 5 de outubro. Cada militante nosso tem de andar com a comparação do que nós fizemos e do que os outros fizeram”, ressaltou Lula, enfatizando a mobilização popular.
Durante seu discurso, o ex-presidente também abordou suas propostas para segurança pública e criticou a oposição, afirmando a necessidade de um governo forte em favor da soberania nacional.
Flávio Bolsonaro inaugura campanha em Copacabana
Flávio Bolsonaro, do PL, escolheu a famosa Praia de Copacabana como cenário para o lançamento de sua candidatura. Às 11h30, ele fez um discurso para uma multidão que usava camisetas com a frase “Meu Partido é o Brasil”. O candidato expressou seu desejo de continuar o legado de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, e contestou a injustiça da prisão dele.
“Sei que pareço com ele, mas é difícil comparar o filho do Pelé com o Pelé”, declarou Flávio a uma plateia animada.
Suas propostas incluem reformas no STF, combate à criminalidade, medidas para aliviar a educação econômica da classe média e ações severas contra milícias e tráfico de drogas.
Ronaldo Caiado inicia campanha em Goiás
Ronaldo Caiado, candidato pelo PSD, começou sua trajetória eleitoral em Goiás, seu território com forte apoio. Ele percorreu várias cidades reafirmando sua oposição ao PT e criticando a liderança de Lula. Caiado se declarou contra apoiar qualquer candidato que não represente a oposição, caso não avance ao segundo turno.
“Não adianta lançar um candidato [de oposição] que, ao chegar lá, vai ter que ficar explicando seus problemas. Este não ganha a eleição”, observou.
O candidato destacou suas conquistas em segurança pública e a importância da responsabilidade fiscal na administração.
Romeu Zema dá início à campanha no Norte de Minas
Em Montes Claros, Romeu Zema, do Partido Novo, lançou sua campanha com uma missa e um almoço com candidatos do partido. Durante seu discurso, reafirmou seu compromisso contra a corrupção e a construção de uma administração sem desvios de recursos.
“O que eu fiz aqui vou fazer no Brasil. Sem roubalheira, sem corrupção e com gente competente”, declarou Zema.
Outros candidatos em movimento
Renan Santos, do partido Missão, iniciou sua campanha em São Paulo, se juntando a figuras conhecidas do seu partido. Ele discutiu temas como empreendedorismo e segurança pública, pedindo por uma nova geração de líderes.
Augusto Cury, do Avante, começou suas atividades em Santa Luzia, onde apresentou um plano de governo focado na saúde e na escuta ativa da população.
Hertz Dias, pelo PSTU, realizou passeatas em São Paulo, defendendo a reestatização de empresas estratégicas em favor dos trabalhadores.
Além disso, Samara Martins (Uidade Popular) e Edmilson Costa (PCB) lançaram suas campanhas, realizando eventos na capital paulista e entrevistas virtuais, respectivamente.
Outros candidatos, como Clariana Barão (DC) e Rui Costa Pimenta (PCO), não anunciaram suas agendas para aquele dia.
Com informações da Agência Brasil (EBC), sob licença CC BY 3.0 BR. Texto editado.
