Em 6 de outubro, especialistas em direitos humanos da ONU expressaram sérias preocupações sobre as sanções econômicas impostas pelos Estados Unidos a Cuba, alertando para o risco de uma “Gaza silenciosa” na ilha. A comunidade internacional foi convocada a agir urgentemente contra essas medidas que prejudicam a população cubana.
Os especialistas afirmaram que “alimentos nunca devem ser usados como uma ferramenta de pressão política”, sublinhando que ações que restringem o acesso a alimentos e recursos básicos infringem os direitos fundamentais à vida e à dignidade humana.
Reação do governo cubano
Recentemente, o presidente Miguel Díaz-Canel condenou o agravamento do embargo petrolífero e as rigorosas sanções dos Estados Unidos. Ele descreveu as políticas da administração do ex-presidente Donald Trump como “genocídio político”, pedindo ao governo dos EUA que suspenda as restrições que afetam diretamente os cubanos. Díaz-Canel também expressou sua gratidão àqueles que têm enviado ajuda humanitária ao país.
“Que Cuba viva em paz, assim como os nobres cidadãos americanos que, ao longo da história, lutaram pelos direitos humanos sem esperar reconhecimento e frequentemente arriscando suas vidas”, declarou o presidente cubano.
Impactos da crise econômica
A crise econômica em Cuba se agravou, resultando no fechamento de empresas em vários setores, especialmente no turismo e nas finanças. A escassez de combustível tem gerado apagões frequentes e prejudicado o transporte público, além de ter reduzido o ano letivo nas escolas devido à falta de recursos.
Os Estados Unidos atribuem a crise à gestão econômica inadequada de Cuba e à escassez de investimentos. A comunidade internacional segue atenta à situação, destacando a importância de encontrar soluções que possam amenizar os impactos na qualidade de vida dos cubanos.
Com informações da Agência Brasil (EBC), sob licença CC BY 3.0 BR. Texto editado.
