A 17ª Conferência das Nações Unidas de Combate à Desertificação (COP17) acontece em Ulaanbaatar, Mongólia, reunindo representantes do Consórcio Nordeste, que representa os nove estados da região. O principal objetivo da participação nordestina é buscar recursos para projetos que promovam a segurança hídrica e a restauração do bioma Caatinga.
A delegação do Nordeste tem se envolvido ativamente em painéis e reuniões com instituições financeiras, assim como bancos multilaterais. Na segunda-feira (24), o grupo esteve presente em um evento no Pavilhão Brasil, onde se encontrou com representantes do Banco Mundial e do Mecanismo Global da ONU, além de instituições financeiras brasileiras, incluindo o BNDES, Banco do Brasil e Banco do Nordeste, para estabelecer diálogos sobre iniciativas que enfrentem os desafios da seca.
Recaatingamento e desenvolvimento sustentável
O recaatingamento foi um dos temas centrais abordados na conferência. Esta estratégia visa integrar a restauração ecológica com a adaptação às mudanças climáticas, priorizando a colaboração das comunidades locais na recuperação de áreas degradadas e na proteção da biodiversidade.
Durante o evento, o Plano Brasil Nordeste de Transformação Ecológica (PTE-NE) também ganhou destaque por sua relevância na promoção da integração regional, com ênfase na proteção ambiental e no desenvolvimento econômico. Estão em busca de financiamento projetos que incluem soluções para adaptação à seca, como a construção de cisternas e barragens subterrâneas, além de práticas de reuso e dessalinização de água.
Fundo Caatinga e novas linhas de investimento
A busca por recursos está igualmente voltada para o Fundo Caatinga, uma proposta que pretende concentrar os investimentos na região e reduzir os custos de transação relacionados a projetos isolados. Nas negociações com instituições como o Banco Mundial e o Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA-ONU), foram priorizadas três linhas de ação: segurança hídrica, transição energética e restauração da terra.
A segurança hídrica, que está ligada à infraestrutura de adaptação, abrange tecnologias como dessalinização e poços solares. A transição energética, por sua vez, contempla iniciativas de baixo carbono, como a implementação de centros de hidrogênio verde em posições estratégicas em estados como Ceará, Pernambuco e Sergipe. Adicionalmente, a bioeconomia da Caatinga será abordada por meio do recaatingamento e pelo fortalecimento das cadeias produtivas da agricultura familiar.
Com informações da Agência Brasil (EBC), sob licença CC BY 3.0 BR. Texto editado.
