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Comece o dia bem informado! 19 de agosto de 2026

Sociedade civil critica agenda excludente da COP17

A 17ª Conferência das Nações Unidas de Combate à Desertificação (COP17) em Ulaanbaatar, Mongólia, já apresenta indícios de crise em seus primeiros dias. A agenda oficial, uma vez aprovada, foi criticada por excluir temas relevantes como gênero e participação social, gerando insatisfação entre grupos sociais.

O Brasil e a União Europeia tentaram garantir a inclusão desses tópicos, contudo, a oposição dos Estados Unidos impediu que um consenso fosse alcançado entre as 197 partes que participam da convenção.

O Civil Society Organization (CSO) Panel, que representa aproximadamente 1,2 mil entidades ao redor do mundo, manifestou sua insatisfação com essa decisão, destacando que a comunidade está “chocada e profundamente preocupada”. O grupo acredita que os governos priorizaram questões técnicas e econômicas, negligenciando os impactos sociais da desertificação e da seca.

Essa abordagem tecnocrática pode levar a soluções que não refletem a realidade das comunidades afetadas pela degradação da terra.

“Incluir o conhecimento e experiências das comunidades locais, povos indígenas e outros grupos impactados é indispensável”, enfatiza o comunicado do CSO Panel.

Questões ambientais ainda não integradas

Além disso, a agenda carece de estratégias que promovam uma melhor integração entre as três convenções ambientais da ONU: a da Terra (UNCCD), a da Biodiversidade (CBD) e a do Clima (UNFCCC). Especialistas ressaltam que essa integração é vital para a eficácia das políticas ambientais.

As convenções originaram-se dos diálogos da Rio 92, que estabeleceram diretrizes para lidar com as questões climáticas e ambientais contemporâneas. Na COP30 do ano passado, líderes dessas convenções assinaram a Declaração Conjunta de Belém, que enfatiza a interconexão entre as crises climática, de biodiversidade e degradação do solo, e o risco de enfrentá-las de maneira isolada, comprometendo o desenvolvimento sustentável.

Reportagens da conferência na Mongólia

A Agência Brasil está cobrindo a COP17 diretamente de Ulaanbaatar, em parceria com a Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação (UNCCD). Seis repórteres, representando diferentes continentes, foram escolhidos para acompanhar o evento de perto.

Com informações da Agência Brasil (EBC), sob licença CC BY 3.0 BR. Texto editado.