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Comece o dia bem informado! 18 de agosto de 2026

Influência dos jovens nas decisões da COP17 é defendida por brasileira

Beatriz Azevedo, uma advogada de 33 anos do Ceará, destaca a relevância da presença jovem nas conferências internacionais de meio ambiente, como a COP17, que está acontecendo em Ulaanbaatar, Mongólia, e se estenderá até 28 de agosto. Em 2024, ela foi reconhecida pela ONU como uma das Land Heroes, uma honra que reforça seu compromisso em garantir que as vozes dos jovens sejam integradas nas políticas ambientais, apesar dos desafios persistentes nesse sentido.

Desafios e Oportunidades para os Jovens

Beatriz observa que a expectativa pela participação ativa da juventude nas soluções da crise climática está crescendo, mas essa demanda não vem acompanhada das estruturas, financiamentos e oportunidades necessários para viabilizar essa participação efetiva. Desde que participou da sua primeira COP em 2013, ela notou uma melhora na representação juvenil, com a criação de fóruns e programas que promovem o engajamento direto dos jovens nas discussões.

Ela também ressalta a disposição do governo brasileiro em dialogar com os jovens, algo fundamental para que esses consigam influenciar as decisões em diferentes esferas. Para Beatriz, a conexão ativa entre os jovens e seus governos é crucial para que essa representação se traduza em um impacto real.

O Papel do Nordeste no Debate Global

No seu papel como presidente da Comissão de Direito Ambiental da OAB e líder da ABA Climate Solutions, Beatriz procura evidenciar as questões do Nordeste brasileiro, que enfrenta desafios como a seca e desertificação. Para ela, a COP17 representa uma chance de trazer a importância da Caatinga e do Semiárido para o centro das discussões ambientais, que muitas vezes privilegiam a Amazônia.

Em sua visão, as pautas da conferência deveriam focar na bioeconomia e na restauração sustentável das terras, não apenas promovendo a recuperação ambiental, mas também gerando benefícios socioeconômicos para as comunidades. Ela menciona projetos que combinam a restauração ecológica com a geração de renda, como o cultivo da macaúba para a produção de combustíveis sustentáveis.

A Voz da Juventude e sua Articulação

Diante do aumento da participação jovem, é essencial que os novos líderes estejam atentos a temas de justiça climática e inclusão, buscando soluções que amplifiquem o impacto das políticas ambientais. Beatriz destaca que escutar e atender as necessidades da juventude é primordial para a construção de um futuro sustentável.

Entretanto, a advogada observa que muitos jovens sentem uma pressão intensa resultante da urgência da crise climática, o que pode levar a um estado de sobrecarga emocional. Beatriz encoraja que, apesar das dificuldades, o envolvimento em causas ambientais pode proporcionar oportunidades de transformação e motiva aqueles que desejam fazer a diferença a continuarem seu engajamento.

A COP17 levanta questões que requerem diálogo aberto e colaboração entre gerações, unindo jovens, governos e organizações na busca por um futuro mais sustentável e justo.

Com informações da Agência Brasil (EBC), sob licença CC BY 3.0 BR. Texto editado.